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Turbinada pelo crédito, venda de carro bate recorde
Dos 648 mil veículos vendidos no Brasil entre janeiro e março, 70% foram financiados
Na seqüência de recordes que a indústria automobilística vem registrando, o trimestre encerrado na segunda-feira foi o melhor da história, com vendas de 648 mil veículos, 31,4% acima do resultado do mesmo período de 2007. Em volume, foram vendidos 154,8 mil veículos a mais. Só no mês passado, as vendas somaram 232.198 unidades, incluindo caminhões e ônibus, 15,6% a mais do que em fevereiro. Foi o melhor março do setor no País.
No segmento de automóveis e comerciais leves, as vendas somaram 221,1 mil unidades, 20,2% a mais que em março do ano passado. No acumulado de janeiro a março, o total chega a 618,1 mil unidades, um aumento de 31,7% em relação a 2007.
O crédito barato continua sendo o combustível das vendas, informaram as montadoras. Cerca de 70% dos negócios são financiados. Embora alguns bancos já comecem a limitar os prazos em até 60 meses – movimento que se intensificou após as declarações do ministro da Fazenda, Guido Mantega, de apoio à redução de prazos -, ofertas de planos mais longos continuam no mercado.
Neste fim de semana, em dois feirões para apresentar a linha 2009, concessionários da General Motors vão oferecer modelos da marca para pagamento em sete anos, sem entrada. O Prisma poderá ser adquirido em 72 parcelas de R$ 699 (R$ 50,3 mil ao final do plano) e o Celta em 72 prestações de R$ 599 (R$ 42,4 mil). À vista, os dois modelos custam, respectivamente, R$ 32 mil e R$ 26,1 mil. Os feirões ocorrerão nos estacionamentos do Shopping Eldorado, na capital, e do Carrefour em São Bernardo do Campo.
A indústria automobilística projeta até o fim do ano vendas de 2,88 milhões de veículos, um crescimento de 17,5% na comparação com 2007.
No segmento de automóveis e comerciais leves, a Fiat segue na liderança do mercado no trimestre, com 25,2% de participação, seguida por Volkswagen, com 22,6%, e GM, com 21,9%. A Ford ficou com 9,1%, a Honda com 4,1%, a Renault com 4%, a Peugeot com 3,1%, a Citroën com 2,5%, a Toyota com 2,2%, a Mitsubishi com 1,3% e as demais marcas com 4%.
Em março, os modelos mais vendidos foram Gol (25,9 mil unidades), Palio (18 mil), Celta (12,3 mil), Uno (11,2 mil) e Fox (9,8 mil).
PESADOS
No segmento de caminhões, a Volkswagen lidera as vendas no atacado de veículos acima de 5 toneladas de carga, com 9.195 unidades, ante 8.147 da Mercedes-Benz. Em ônibus, as posições se invertem. A Mercedes está bem à frente, com 3.819 unidades, ante 1.835 da concorrente.
A Volkswagen anunciou ontem a venda de 1.060 ônibus para transportadores de Goiânia (GO), a serem entregues até julho. “Foi o maior negócio com ônibus da nossa história”, disse o presidente da companhia, Roberto Cortes. Há poucos dias, ele havia fechado o maior contrato de caminhões para um único cliente, o Grupo Bertin, com 1.150 veículos.
NÚMEROS
648 mil
foi o total de veículos vendidos no trimestre
31,4%
é o crescimento das vendas em relação a 2007
232,1 mil
carros foram vendidos só em março
25,2%
é a participação da Fiat, líder do mercado
Add comment Abril 2, 2008
Do-It-Yourself Logos for Proud Scion Owners
TOYOTA likes to think of its quirky, boxy Scion as a 21st-century chariot of the soul — not just an affordable car, but also a unique expression of the young, hip person who Toyota hopes is driving it.
Now Toyota’s Scion enthusiasts will have even more “me time”: a marketing campaign with an underground vibe that is intended to show just how much their chosen transportation reflects their personality.
With an eye to the social networking ethos that has made Facebook and MySpace wildly popular, Toyota will let Scion owners design their own personal “coat of arms” online, a piece of owner-generated art that is meant to reflect their job, hobbies and — um, O.K. — karma.
In making their personalized crests, Scion owners can choose from among hundreds of symbols, all designed by a professional graffiti artist. The symbols range from an eagle, a jester, a king’s crown and a worker’s fist to Japanese anime-style flowers, a three-person family and a yin-yang circle. Customers can download their designs and have them made into window decals or take them to an auto airbrushing shop to have them professionally painted onto their cars.
The Scion is an economy car aimed at younger, stylish drivers, and the design Web site, scionspeak.com, is free. But Scion enthusiasts must pay for the auto shop renderings of their design, an indulgence that can cost thousands of dollars.
The campaign, called Scion Speak, was created by StrawberryFrog, an advertising and marketing agency based in New York and Amsterdam that is known for its quirkiness and for representing new or hipster brands. The agency spent six months last year escorting a graffiti artist, Tristan Eaton, around New York, Los Angeles and other cities to talk to Scion owners about their lifestyles. Based on those conversations, Mr. Eaton designed the symbols.
“These guys love to personalize their cars, and we give them a tool to do that,” said Kevin McKeon, the executive creative director of StrawberryFrog in New York.
At the same time, Scion Speak is meant to be about more than the individual. “We brought the people we’re communicating with into the process and had them build the idea with us,” Mr. McKeon said. “That’s what we find particularly cool from our perspective.”
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StrawberryFrog’s clients have included Old Navy and Morgan Stanley. The agency was called upon last month to introduce Mahindra, the first line of cars made in India to be sold in the United States. StrawberryFrog helped to introduce SmartCar, a Mercedes brand, in Europe, and it is the main agency for Mitsubishi Motors.
With Scion Speak, Toyota is jumping into one of the hottest nascent fields for marketers: harnessing, imitating and creating social networks to promote a brand.
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As social networking Web sites like Friendster, MySpace and Facebook have risen to popularity, consumer brand companies have been trying to figure out where they can fit in.
Social networking for brand marketers “is all very unexplored territory,” said Jim Nail, the chief strategy and marketing officer of Cymfony, a unit of TNS Media Intelligence, in Boston. “These places have been for individuals to connect with one another, and brands have been relatively absent. But the benefit of it is having that very intimate direct conversation with customers.”
Mr. McKeon of StrawberryFrog said that Scion Speak reflected social networking trends because it revolved around input from what he called a rabid base of Scion lovers. In one group, fans call themselves “Scikotics,” in another “a cult without the Kool-aid.”
The “wrong way” to engage in social marketing, Mr. McKeon said, was to “create an artificial social network and try to draw people to it. You have to walk into the conversation, and if they’re talking about Britney Spears, you can’t say, ‘By the way, do you want to hear about my new car?’ ”
The Scion Speak campaign is aimed not at future Scion owners but at current ones. StrawberryFrog says that it wants “to reduce Scion’s investment on conquering new customers and increasing the passion for the brand among its core fan base.”
At least some Scion owners who have created their own coats of arms seem pleased with the results. A Scion driver, writing online as Monsterslovecandy, created a design that included a harlequin pattern, crossed wrenches and a phoenix, and wrote on a fan Web site, “I think it came out freaking sweet.”
Add comment Março 24, 2008
Renovação de frota de carros é lenta
Apesar dos recordes de vendas de automóveis novos, 41% dos que circulam pelo País têm mais de 10 anos
Mais de 1,5 milhão de carros com mais de 21 anos, considerados inadequados para transporte, circulam pelo País. Já a frota acima de 15 anos é de 4 milhões de veículos. Apesar do recorde de vendas de modelos zero-quilômetro, a frota brasileira tem se renovado lentamente por causa do elevado número de carros antigos em uso.
Considerando todos os veículos com mais de dez anos, o número chega a 10,5 milhões, equivalente a 41% da frota. Em 2000, os veículos com mais de uma década correspondiam a 37% da frota, porcentual que foi para 39% em 2006. As vendas de carros novos crescem há quatro anos seguidos e atingiram 2,46 milhões de unidades em 2007, um recorde.
“As vendas de novos começaram a crescer mais consistentemente a partir de 2004, por isso ainda não houve tempo para uma renovação mais significativa”, explica Bruno Serra, que coordenou recente pesquisa sobre a idade da frota brasileira.
Segundo ele, os veículos que rodam pelo País têm idade média de 9,2 anos, igual à dos Estados Unidos, do México e do Canadá. Em 2000, a média era de 9,4 anos, faixa mantida com poucas alterações até 2006. “Há um processo gradual de renovação, mas não existe uma revolução porque a massa de veículos antigos é grande.”
Considerando apenas os modelos com de 16 a 20 anos, a participação na frota manteve-se em 10%, mesmo porcentual de 2006, o equivalente a 4,1 milhões de veículos. Os velhinhos, com mais de duas décadas, também mantiveram cota de 6% na frota. Em ambos os casos, houve redução de 3 pontos porcentuais na comparação com a fatia registrada em 2000.
Para a indústria, a vida útil de um automóvel é de 20 anos, enquanto para os comerciais leves (picapes, utilitários esportivos e jipes) é de 15 anos. Caminhões e ônibus variam de 17 a 25 anos, dependendo do tipo.
Para Luiz Carlos Mello, presidente do Centro de Estudos Automotivos (CEA) da Faculdade de Engenharia Industrial (FEI), veículos com mais de duas décadas “não podem ser considerados confiáveis”. Serra avalia, porém, que os carros velhos estão mais concentrados no interior. “Na capital de São Paulo, por exemplo, já não se vê tantos.”
FROTA MAIOR
Estudo concluído na semana passada pelo Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças) indica que a frota brasileira cresceu 27,3% desde 2000 e acumula 25,6 milhões de veículos, entre automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus e tratores.O número é muito diferente da frota nacional divulgada pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), que fala em 45,3 milhões de veículos, incluindo motocicletas e reboques.
Os dados do Sindipeças levam em conta o sucateamento que ocorre anualmente com a retirada de veículos velhos de circulação, acidentes com perda total e roubos sem recuperação, fatores que não são considerados nos dados do Denatran.
“Esses fatores eliminam, em média, 1,5% da frota anualmente”, calcula Serra, coordenador-geral da pesquisa do Sindipeças. Guiadas pelo estudo, as mais de 400 empresas de autopeças no País programam a produção anual de suas fábricas.
Com base nessa metodologia de cálculo, é possível que a frota da cidade de São Paulo, estimada pelos órgãos oficiais em até 6 milhões de veículos, seja bem inferior, mesmo somando as motocicletas.
Para Mello, as vendas de veículos novos no Brasil permaneceram “num vale” por muito tempo e só nos últimos quatro anos passaram a crescer seguidamente. No ano passado, foram vendidos 27,8% mais carros que no anterior, quando a soma foi de 1,92 milhão de unidades. Em 2005 havia sido de 1,71 milhão e, em 2004, de 1,57 milhão de unidades. “Antes disso, os volumes eram bem menores e inda não houve volume suficiente para rejuvenescer a frota”, afirma.
Mello lembra ainda que as vendas de carros estão concentradas nas capitais e grandes cidades, com problemas de congestionamentos. Dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave) apontam que só 20 municípios compraram metade de todos os automóveis vendidos no ano passado. A outra metade foi diluída entre os mais de 5 mil municípios do País.
Na lista das cidades que lideraram as compras, 15 são capitais, com São Paulo à frente, seguida por Belo Horizonte (MG), Curitiba (PR) e pelo Rio de Janeiro.
Fonte: O Estado de S.Paulo – Domingo, 16 março de 2008
Add comment Março 24, 2008